por Raize Souza
“Eu sou movido pela capoeira, eu sou movido pelo berimbau” - é um trecho de uma das músicas cantadas na roda de capoeira do grupo Associação de Capoeira Engenho, que se apresentou no Sesc de Nova Iguaçu no última dia 30, dia da Baixada.
O evento foi coordenado pelo contramestre Chumbinho, que pratica capoeira desde 1994 e que ganhou esse apelido porque quando começou era uma criança pequena e magrinha. O contramestre não deixou que nenhuma das crianças presentes ficasse acuada. "Jogar capoeira é importante porque dá ritmo, equilíbrio, disciplina, respeito às diferenças e tira a criança do ócio", diz Chumbinho.
Caio Ramos já assimilou a importância da capoeira em mente. ”Gosto muito, aprendo muitas coisas e tira a gente da rua”, diz o menino, que sente adrenalina e felicidade quando pratica capoeira.
Felicidade também foi um sentimento expressado pela aluna Graziela Fernandez, de apenas quatro anos. Sua mãe, Gilza Silvino, fala do entusiasmo da filha pela capoeira. "Em casa, ela forra o colchonete e fica fazendo cambalhotas, treinando passos e ansiosa para a próxima aula", conta Silvino. Graziela faz capoeira há quatro meses.
Várias pessoas que passavam se rendiam ao ritmo e arriscavam alguns passos. A maioria, no entanto, ficava apenas olhando este esporte que mistura dança, luta, jogo, música e que acima de tudo é patrimônio cultural brasileiro.