Bixos escrotos

quinta-feira, 5 de maio de 2011

por Raize Souza


Bixoooo! Não se assuste, nem estranhe, caso escute alguém chamando um calouro das universidades públicas do Rio de Janeiro pelo apelido bixo. Na UFRRJ, esse apelido tem uma dimensão maior, pois, além do tradicional bixo, há a “hierarquia dos bixos”.

No primeiro período, os calouros são chamados de bixos, bixetes ou bixões. No segundo período, eles ganham o status de bixo | e, no terceiro, de bixo ||. Só a partir do quarto período que os bixos se tornam veteranos na maioria dos cursos. A exceção fica por conta daqueles cursos mais longos, como o de medicina, que tem seis anos.

Livraria virtual

por Joyce Pessanha


Já quis muito ler um clássico, mas não tinha grana? Já precisou de um livro para a matéria da faculdade ou escola e estava dura? Já quis ter o que conversar lendo aquele livro que todo mundo está lendo e a mesada tinha acabado? Seus problemas a-ca-ba-ram! Como? Siga as dicas dos jovens que conseguiram uma maneira “BBB” (bom, bacana e barato!) de ler livros, com tudo igualzinho aos de papel, baixando os mesmos que sairiam por uns R$50 totalmente de graça, graças à internet!

O estudante de Belas Artes Geraldo Moreira, 24 anos, tem que ler muita coisa e ser “artista em nosso convívio” (Cazuza). “Eu baixo livros no 4shared ou em links que os próprios professores indicam. Nunca é em um lugar fixo, pois tem vários sites que disponibilizam esses livros pra download gratuitamente.” Morador de Cabuçu, o estudante também recorre à grande rede quando está com dificuldade para localizar a obra na qual tem interesse. “Também rola a questão da disponibilidade, às vezes você precisa ler um livro de uma semana para outra e se for comprar, pois geralmente só estão disponíveis na internet, demorará muito para chegar e não dará tempo para ler”, conta ele, cujo último livro que baixou foi “Genet, uma biografia”, de Edmund White.

Marcas da Tentação

quarta-feira, 4 de maio de 2011

por Dandara Guerra

A prática de marcar o corpo chega a ser algo tão antigo quanto a própria humanidade. Foram vários os povos que cultivaram esta forma de expressão. Parece até mentira, porém, há indícios de que múmias egípcias do sexo feminino escondem tatuagens, que remontam a 2160 a. C, que cultuam a fertilidade. Com o passar dos anos, esta prática se alastrou por todos os continentes, com diferentes finalidades, que vão de rituais a identificação de grupos socias.

Atualmente cada país há um comportamento diferenciado para lidar com tatuagem. No caso do Brasil, a maneira mais fácil, para simplificar, seria a moda, com utilização de cores vibrantes em uma infinidade de estilos: sexy, marcante, agressiva, forte, com ar de rebeldia…

O peitinho do bixo

terça-feira, 3 de maio de 2011

por Jéssica de Oliveira

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro passou a ter cursos noturnos há pouquíssimo tempo, desde 2010. Cursos de humanas, mais precisamente, dando um “ar urbano” ao campus cercado de estacas de madeira rústica e arames farpados, dona de um grande campo verde e vizinha de bois e vacas.

Durante o dia, desconheço o que acontece. Só sei discorrer o que rola quando o sol se põe e as luzes começam a se acender. Mas antes de falarmos sobre isso, vamos bandejar?

Baixada sem ócio

por Raize Souza


“Eu sou movido pela capoeira, eu sou movido pelo berimbau” - é um trecho de uma das músicas cantadas na roda de capoeira do grupo Associação de Capoeira Engenho, que se apresentou no Sesc de Nova Iguaçu no última dia 30, dia da Baixada.

O evento foi coordenado pelo contramestre Chumbinho, que pratica capoeira desde 1994 e que ganhou esse apelido porque quando começou era uma criança pequena e magrinha. O contramestre não deixou que nenhuma das crianças presentes ficasse acuada. "Jogar capoeira é importante porque dá ritmo, equilíbrio, disciplina, respeito às diferenças e tira a criança do ócio", diz Chumbinho.

Caio Ramos já assimilou a importância da capoeira em mente. ”Gosto muito, aprendo muitas coisas e tira a gente da rua”, diz o menino, que sente adrenalina e felicidade quando pratica capoeira.

Felicidade também foi um sentimento expressado pela aluna Graziela Fernandez, de apenas quatro anos. Sua mãe, Gilza Silvino, fala do entusiasmo da filha pela capoeira. "Em casa, ela forra o colchonete e fica fazendo cambalhotas, treinando passos e ansiosa para a próxima aula", conta Silvino. Graziela faz capoeira há quatro meses.

Várias pessoas que passavam se rendiam ao ritmo e arriscavam alguns passos. A maioria, no entanto, ficava apenas olhando este esporte que mistura dança, luta, jogo, música e que acima de tudo é patrimônio cultural brasileiro.

 
 
 
 
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