Terror nas escolas

domingo, 5 de junho de 2011

por Dine Estela

Estudar sempre foi uma atividade difícil no Brasil e tem se tornado cada vez mais perigosa para os moradores de algumas localidades. Como já não bastasse a falta de condições que perpetua a prática do “cuspe e giz”, ainda tem a questão da violência dentro e fora da escola. A lista é grande e vai da bala perdida em algumas comunidades ao psicopata sexual que cerca os alunos no caminho.

Há pelo menos dois meses os moradores de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, estão perdendo a paz com os ataques constantes de um tarado que já atacou vários alunos nos horários de entrada e saída da escola. Há duas semanas, uma menina de 17 anos foi atacada ao descer do ônibus ao voltar da escola, por volta das 13h. Na semana passada outra menina de 12 anos chegou a ser perseguida no Parque Jupiara.

Deixa pra lá

por Emerson Menezes (foto) e Jéssica de Oliveira (texto)



Na fria tarde desse sábado, 4 de junho, a Superintendência de Igualdade Racial do Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou um seminário no tradicional Colégio Leopoldo, em Nova Iguaçu, cujo objetivo era promover uma discussão sobre o extermínio da juventude negra no estado fluminense.

O superintendente Marcelo Dias cita números que apontam o grande índice desse massacre da juventude, em especial, a negra: “O Rio é o quinto estado do país com mais mortes de jovens de 15 a 29 anos, atrás somente de Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas e Distrito Federal. Essa vitimização da nossa juventude negra é muito grande”.

Rei por dois meses

sexta-feira, 3 de junho de 2011

por Josy Antunes


Da Central do Brasil até a Candelária, seguindo pela Avenida Presidente Vargas, existem cerca de oito vendedores de tapioca. Cada vendedor trabalha atrás de um carrinho de alumínio, adesivado com variadas possibilidades de sabores e preços, que geralmente vão de R$2,50 a R$4,50. Com o menor valor, compram-se sabores tradicionais como presunto com queijo. O mais caro oferece carne seca ou peculiares misturas doces.

Os vendedores de tapioca competem com os carrinhos de amendoín torrado, batata frita e churros. Alguns "tapioqueiros" fazem pequenas mutações em seus carrinhos, de forma a dividir espaço com outro tipo de alimento. É comum ver carrinhos de tapioca/churros, por exemplo. Com o cair da tarde, todos os ambulantes competem ainda com a cerveja com karaokê dos botecos. O desafio da massa de trabalhadores que ruma para a Central é chegar ao seu destino sem ser vencida pelas doces e salgadas tentações.

Lições do quintal

por Leandro Oliveira de Aguiar



O que vem à cabeça quando pensamos na tradicionalíssima cena de um professor à frente de um quadro-negro divagando durante horas? Se para os mais velhos essa memória ainda causa bocejos, para toda uma geração de jovens não significa mais nada do que um sistema arcaico. Difícil não encontrar um jovem que não reclame e acabe tendo que engolir a seco a fórmula “cuspe e giz” nas salas de aula. Mas se tal prática já é tida como obsoleta pela maioria dos pedagogos, a triste realidade pelo país é que a metodologia continua sendo a mais utilizada.

Se para muitos conseguir revolucionar a educação é apenas um sonho de alguns aventureiros, para tantos outros basta um pouco de vontade e coragem para obter resultados. Ainda mais quando se enxerga o problema não como uma simples questão de didática e sim como uma tática de guerra para vencer a apatia e a fábrica de notas baixas em alguns colégios.

Milhares de vozes

quinta-feira, 2 de junho de 2011

por Joyce Pessanha


“Vale tudo!” É assim que a jovem repórter Jéssica de Oliveira abre seu blog - ou seria nosso blog? - “Conte-me um conto”. Uma ideia na cabeça, um provedor acessível e uma jovem jornalista são ingredientes perfeitos para um sucesso virtual. A ideia é ter diversidade de temas e grafias e também muitos acessos, já que há uma identificação imediata com o leitor. Afinal, ele se vê no blog, pode moldar, falar, e até reclamar, o que quiser.

“A ideia do blog surgiu quando eu lia um texto acadêmico, tive um estalo e pensei que seria muito legal existir um lugar onde muitas pessoas poderiam falar sobre o que quisessem”, conta a dona do blog, que divulgou a ideia em redes sociais e recebeu muitos contos em resposta. “Teve até um texto de São Paulo, de uma menina que eu nem conheço.”

 
 
 
 
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