Frio na barriga

quarta-feira, 22 de junho de 2011

por Pedro Felipe Araújo

Querido diário

Dia 15 de junho de 2011

Hoje acordei cedo, mas demorei a levantar da cama. Fiquei deitado por um tempo me perguntando como o dia terminaria. Finalmente chegara o dia do protesto que faríamos contra as Lojas Americanas, no centro do Rio, mas mesmo sendo eu um fervoroso militante da EDUCAFRO, não pude deixar de sentir medo. Era o segundo protesto do qual eu participava, mas era minha a responsabilidade de liderar o manifesto.

Confesso a você, meu caro diário, que por vezes me revirei angustiado na cama, pensando nas possíveis repressões que o grupo que eu assumiria talvez pudesse sofrer e senti meu estômago revirar ao pensar que eu pudesse ser o responsável por qualquer coisa que lhes acontecesse.

De centavo em centavo a galinha enche o papo

terça-feira, 21 de junho de 2011

por Dine Estela

Uma conversa no ônibus que faz a linha Austin-Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, me chamou atenção. O cara reclamava horrores de uma passageira avarenta que fazia questão do seu um centavo de troco. Comecei então a fazer umas continhas. Digamos que uma linha de ônibus transporte 300 passageiros por dia e cada um deixe um centavo de "caixinha". No final do dia, esse caixinha terá R$ 3, que no final da semana serão R$18 e e do mês R$ 72. Se este trocador ficar com R$ 1 de 10 pessoas, serão R$ 720 por mês. Como ele só tem que prestar contas das passagens pelo número de roletagens, essa "graninha" vai para o café, o salgadinho, algo que eles nem se dão conta, mas que faz uma relevante diferença no orçamento mensal considerando, que o salário de um trocador não passa dos R$ 700.

Profissão camaleoa

por Dine Estela

Um dia desses acordei com Rapte-me camaleoa, música que Caetano Veloso dedicou para Regina Casé. Isso fez com que me olhasse no espelho e me identificasse com a expressão “camaleoa”, que seria uma variação de gênero para camaleão, uma espécie de lagarto que tem como habilidade trocar de cor. Neste dia, acordei com o cabelo daquele jeito. Parecia uma juba de leão! No dia anterior, sentia-me uma lady por conta de uma escova que havia feito para um evento de TV que tive de cobrir no último sábado, 11 de junho. Neste dia, estava vestida num terninho preto de linho, sapatos altos e fechados pretos e uma maquiagem totalmente clean.

Secretário cabra da peste

por Raíze Souza

Secretário cabra da peste
Fazer um cordel é complicado
Tem que ter muita imaginação
Mas como é sobre o secretário de cultura
Vou arranjar inspiração
O secretário não é pepino, nem tomate
Anderson Batata é o nome do campeão.

Batata superou expectativas
Em sua primeira reunião
Que foi com os jovens de NI
Sentando com eles até no chão
Contando desse jeitinho,
Não merece admiração?

Os jovens estavam atentos
Pra saber como iria ser
O mandato do secretário
E o que ele tinha a oferecer
Mas aos poucos se desembaralhou
As mudanças que estão por acontecer

Apaixonado por tecnologia
O Batata animou
Os jovens que ali estavam
E com seus planos inovou
A nova forma de fazer política
Que o Batata copiou.

Mas como tudo que é bom
Merece ser copiado e melhorado
O secretário foi por essa linha
Que vai dar é resultado
Já pensou em falar com o secretário
Dentro da sua casa, no ar condicionado?

É pelas redes sociais que ele responderá no ato
Quebrar barreiras entre governante e a população
É o que ele havia pensado
E para a alegria da população
Que passarã por menos problemas
Na hora da comunicação

Juventude mais tecnologia
É a soma que o Anderson procura
Biblioteca com fichas virtuais
E wireless na casa de cultura
São alguns dos planos do Batata
Quero vê quem o segura

Mas como o Batata não é banana
E como todo cidadão deve fazer
Vamos nos reunir todo mês
Para a gestão poder acontecer
E os planos se realizarem
sem a gente precisa se benzer.

Prazer, Cultura

sábado, 18 de junho de 2011

por Joaquim Tavares

Olá a todos! Muito prazer, me chamo Cultura. Muitos me conhecem por vários de meus apelidos: esporte, música, dança, culinária, teatro, cinema... Aqui no Brasil tenho mais alguns desdobramentos e ainda sou conhecida como carnaval, futebol, capoeira, feijoada, samba, funk, e por aí vai.

O que muitos não sabem é que eu estou em todos os lugares e, na verdade, sou tudo. Tenho muito carinho por todos que me fazem e, ao mesmo tempo, são feitos por mim. Estou presente tanto nos lugares de mais requinte quanto nas ruas por onde pés descalços caminham. Não faço fronteira alguma, ando daqui pra lá e de lá pra cá. Não tenho preconceitos. Sou todos esses ao mesmo tempo.

 
 
 
 
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