Vem no passinho...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

por Leandro Oliveira e Pedro Felipe Araújo



Som, ritmo e muito estilo foram à dinâmica no morro do Andaraí no sábado, dia 18 de setembro, na penúltima etapa do projeto BATALHA DO PASSINHO que está bombando pelas favelas do Rio de janeiro. Idealizado pelo jornalista e escritor Julio Ludemir com o musico e também produtor cultural Rafael Nike, o projeto tem como perspectiva a valorização da cultura nas comunidades. Mostrando que elas possuem a sua própria identidade suficientemente rica e criando um novo lema.  Da favela para o mundo!

Mas o que é o passinho do menor da favela? Você com certeza conhece muito bem, já viu em festas, vídeos ou qualquer ambiente onde tenha alegria e funk. A Dança que absorveu influencia de ritmos como frevo, funk, break e até balé virou moda e agora se vê materializada no concurso. “A favela está mostrando a sua cara!” é o que diz um dos expectadores, Jefferson Soares, de 17 ano,s mostrando um ar de orgulho.

A cultura do passinho

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

por Joyce Pessanha





     Dobre a perna, se apoie nos joelhos, vá até o chão e se erga sem cair. Levante a camisa, mostre a barriga e a trema ou a mecha em ondas como uma dança do ventre. Gire, bata os pés e tenha ritmo. Se você conseguir todos esses movimentos você está apto a participar da disputa que vem fervendo as comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. 
     
     Moleques da periferia do Rio de Janeiro não precisam de preparo. Como algo genético, os meninos já nascem sendo Expert em misturar frevo e funk em passos incríveis que caíram na rede e podem ser vistos no canal do Youtube. A cultura emergente conquistou a atenção de Julio Ludemir e Rafael Nike que oportunizaram a disputa de modo institucional para eleger o melhor passinho das comunidades.
    
     O concurso se deu em etapas eliminatórias que aconteceram no Borel, no Andaraí e no Salgueiro e selecionaram os melhores dos melhores para disputarem o título na grande final que acontecerá no Sesc Tijuca às 15h. O vencedor levará o prêmio e se apresentará no programa da Xuxa, da rede Globo. "Domingo a final no SESC Tijuca da Batalha do Passinho vai fazer a galera 'tremer na base", diz Rafael Nike. 


     Toda a imprensa está ligada nesse evento que terá seu desfecho no próximo domingo, e você vai ficar parado?

Cidade Cidadã

por Pedro Felipe Araújo



Em 1822, mais precisamente no dia sete de setembro, D. Pedro I anunciou a liberdade do Brasil as Margens do Rio Ipiranga. Na verdade o momento foi totalmente simbólico, uma vez que os colonos tiveram de pagar uma quantia à metrópole, Portugal, para que o Estado se tornasse independente. No entanto, para todos os efeitos, aquela data ficou marcada como o dia da independência do Brasil.
Há quem questione os modos como se deu a independência, mas não proponho aqui uma discussão histórica sobre um fato épico, mas sim a tradição que envolve essa data. Estamos no mês da Pátria e logo no 1º dia de setembro algumas das escolas de Nova Iguaçu já fizeram a tradicional “marcha” simbólica, em homenagem a um dos episódios mais importantes da história do nosso País.
No dia primeiro, vinte escolas do bairro de Miguel Couto foram à rua para exercer o ato cívico de patriotismo. O desfile estava marcado para começar às duas horas da tarde, mas ainda era uma e meia quando as ruas começaram a encher. Embora o tempo estivesse nublado, o clima não esfriou os ânimos de uma multidão que já ocupava as calçadas da esquina da Rua Professora Marli Pereira de Carvalho com a Constantino da Silva, duas das principais vias de Miguel Couto, onde os estudantes se concentram para entrar na avenida principal e dar início ao desfile.
Para que o evento acontecesse com máxima segurança para os observadores e estudantes, a prefeitura disponibilizou carros da defesa civil, ambulâncias do SAMU e viaturas da polícia, estrategicamente distribuídos por todas as vias de acesso à rua principal.
Por volta das duas e meia o desfile começou com um pequeno atraso de meia hora e, como sempre, as pessoas se agrupavam aos montes para contemplar a beleza das escolas que é um espetáculo à parte. Alguns dos civis mais antigos, que trazem em sua trajetória de vida também a tradição de acompanhar a passagem dos alunos, desenvolvem também uma afeição especial por determinadas escolas, como a dona Helena Augusta Silveira, de 62 anos. Com muita empolgação, Dona Helena sempre aguarda ansiosa pelo desfile do Colégio Estadual Vicentina Goulart. “O Vicentina é a escola mais bonita. As meninas de fitinha sempre dão mais empolgação”, diz ela, sorridente.
No entanto, o destaque do dia foi para a Escola Municipal Janir Clementino, que trouxe um verdadeiro pelotão, abordando um tema polêmico e atual. As faixas pediam pelo fim da descriminação de gêneros e no centro, cinco alunos vestidos com penachos, como fantasias de carnaval, sambaram e dançaram em prol da igualdade. Os alunos se tornaram os astros e foram os mais marcantes de todo o desfile. 
Por volta das seis e meia da tarde o Colégio Estadual Vicentina Goulart entrou na avenida para fazer a última das passagens dos alunos desse ano. Para a alegria de Dona Helena, que sentiu o coração pulsar às retumbantes batidas da banda.E independente da data ser utópica ou não foi um momento de entretenimento e respeito a favor da pátria.


Show de criatividade

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

porVinicius Vieira


Há alguns meses, atrás o Rock In Rio em parceria com o Estado do Rio de Janeiro criou um concurso, chamado "1 Ingresso Por Um Mundo Melhor", onde os alunos da rede estadual de ensino podiam entrar nessa onda e mandar seu manifesto em foto, vídeo, música, texto e poesia. Milhares de alunos correram pra escrever, fotografar, tocar e filmar seu manifesto, na esperança de levar um par dos 5 mil ingressos que foram dados pros vencedores do concurso.

2.500 alunos foram felicitados com um par de ingressos para o maior evento do mundo. No regulamento, o participante tinha como obrigação tratar de problemas sociais, econômicos, ambientais, etc. Como o próprio slogan do concurso diz, "Por Um Mundo Melhor", os alunos deveriam mostrar soluções para esses problemas.

Todos os colégios entraram no clima, avisando os alunos sobre o concurso e os incentivando a participarrem. O concurso cultural durou do dia 5 de maio a 15 de julho desse ano. Para participar, os alunos preencheram um formulário com seus dados, matrícula escolar e o seu manifesto, claro. 

O Rock In Rio premiou com os ingressos os manifestos mais criativos e impactantes, tendo, segundo eles, uma banca criteriosa para a escolha dos vencedores. Porém, os alunos que venceram o concurso não tinham o direito de escolher o dia que queriam ir ao festival, ficando a critério do Rock In Rio e visando disponibilidade de ingressos. Para a felicidade de uns e a tristeza de outros, como a de Victor Rodrigues, 17 anos, que tentou a todo custo conseguir que a organização do concurso mandasse um par de ingressos para o dia 2 de outubro, cujo show contará com a presença das bandas Guns N' Roses, Evanescence, System Of A Down, a brasileira Pitty entre outros. "Lliguei pra lá, mandei e-mails, tentei pelo twitter e nada", conta ele, frustrado, que recebeu os ingressos para o dia 30 de setembro (Shakira, Ivete Sangalo, Jota Quest, etc.). Por fim, entre fotos e poesias, milhares de alunos do estado estarão no Rock In Rio, em variados dias, curtindo e desfrutando do que sua criatividade foi capaz de fazer.

Mostra de Clores

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

por Pedro Felipe Araújo


O projeto “Para Ti, Meriti”, foi idealizado pela Nossa Galeria de Arte para comemorar o aniversário do município de São João, no mês de agosto. A ideia é incentivar a produção de artes plásticas e contribuir para o seu fortalecimento cultural. Elaborado de forma democrática, o projeto permite às camadas mais extensas da população o acesso ao trabalho de artistas consagrados, estreitando assim a distância entre o povo, a arte e o artista.

Este ano, o projeto vem com uma mostra das obras da notória Clores de Andrade Lage. Prima de ninguém menos que a lenda literária Carlos Drummond Andrade, Clores é mundialmente conhecida pela sua arte. Seus quadros e esculturas abstratas evidenciam o fascínio da artista pela natureza e despertando no observador a dimensão de sua sensibilidade. “O que é fascinante na arte abstrata é que posso esculpir o que sinto e as pessoas enxergarem o que elas mesmas sentem”, diz Clores.

Além de suas pinturas, esculturas e invenções, Clores leva à exposição também um pouco de seu trabalho como escritora, cineasta e documentarista. Seu livro “Ecos de Outras Eras” narra a sua jornada pela Europa, para onde Clores viajou em busca de sua própria identidade cultural, remontando sua árvore genealógica. Clores passou por Galícia, na Espanha e cruzou Portugal, pesquisando suas raízes e redescobrindo a história da sua própria história. Montou também o almanaque “Sobrenomes de A a Z” que se originaram do mesmo clã que o dela.

“A ideia me veio com as repetidas vezes em que meus netos me perguntavam sobre os meus antepassados”, conta Clores. “Então fui à pesquisa e levei minha neta e documentamos tudo com uma câmera operada por ela e então fizemos um DVD que vem junto ao livro”.

A pluralidade da arte de Clores está em exposição na Nossa galeria de Arte, que fica na Av. Automóvel Clube, Rio Shopping Ville – VIlar dos Teles e está funcionando de segunda a sexta-feira entre 11 e 20 horas e vai até o dia 30 de setembro.

 
 
 
 
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