EncontrArte agita os palcos de Nova Iguaçu com 16 apresentações teatrais

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


A partir de hoje, inicia a oitava edição do Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense (EncontrArte). O evento, que reunirá apresentações de grupos teatrais de todo o Rio de janeiro, acontecerá entre os dias 24 de setembro e 03 de outubro. A maratona será realizada no SESC e no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, e contará com 16 espetáculos gratuitos para o público infantil e adulto. O EncontrArte, que reuniu mais de 60 mil expectadores, em quase 100 eventos realizados nos últimos sete anos na Baixada Fluminense, apresentará oito espetáculos para maiores de 14 anos, que serão apresentados sempre às 20h, e oito espetáculos com censura livre apresentados em horários de 10h, 16h e 20h. Entre as peças do circuito estão “A Incrível Viagem da Família Aço”, “Histórias de Pássaros”, “A Turma do Chaves”, além de “Os Intrusos” e “Sete Cabeças.

Um dos cinco idealizadores do evento, o produtor e ator Everton Mesquita, explicou a importância deste evento para a Baixada. “É um movimento único que acontece todo ano sem interrupções. Ele se tornou um aglutinador de grupos culturais. Muitos deles estão sendo reconhecidos e fazendo mais trabalhos depois da participação do Encontro. A importância para a Baixada é muito grande, pois queremos mostrar o que tem acontecido de bom no teatro e formar plateia. Nossa intenção é fazer com que nunca deixem morrer esta arte”, contou. Ele explicou ainda que todo ano é aberto um edital para os grupos de teatros, no qual são selecionados alguns deles para a apresentação no encontro. Segundo Everton, os grupos ganham um cachê e mais importante que isso, a divulgação do trabalho.

Além das peças, o EncontrArte realizará ainda oficinas de atualização profissional e um seminário. Nesta edição, acontecem oficinas sobre “O Teatro e o seu valor artístico na estrutura de pesquisa de linguagem”, ministradas pelo ator, dramaturgo, diretor teatral e professor Ribamar Ribeiro, e “O Teatro Infantil e Texto Teatral na Escola” com o dramaturgo, diretor teatral e especialista em literatura infanto-juvenil, Carlos Augusto Nazareth. O seminário terá o tema “Teatro para Infância e Juventude: o que estamos fazendo”. No debate, terá a presença de profissionais de diversas áreas de atuação, como a atriz Ana Cândida Moura, o autor e diretor teatral Caique Botkav, o diretor teatral Eugênio Santos, a diretora teatral Lúcia Coelho, o diretor e escritor teatral Ribamar Ribeiro, o diretor teatral e cineasta Marcus Vinícius Faustini, o dramaturgo Carlos Augusto Nazareth e a ouvidora do Ministério da Cultura na região Suldeste, Lúcia Prado.

Será destaque este ano a apresentação da peça “Inveja dos anjos”, do Grupo Armazém, vencedor do Prêmio Shell de Teatro, com atores de São Paulo e Minas Gerais. Além da peça infantil “Cabeça de Vento”, com a escritora, cantora e atriz Bia Bedran. Também serão feitas muitas homenagens, entre elas, na categoria Baixada, para o ator iguaçuano, dramaturgo e produtor de novelas, Marcelo Borgui. Já na categoria nacional, será reverenciada no evento a atriz e maquiadora Rogéria. “Na verdade, serão as principais e verdadeiras estrelas do EncontrArte os grupos teatrais e o público”, finaliza Everton.
 
Confira mais informações ea programação completa do EncontrArte: Clicando aqui.

Discutindo relações

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Domingos de Oliveira faz o público delirar (no bom sentido) com "Todo mundo tem problemas sexuais" no terceiro dia do Iguacine. por Edson Borges Vicente O fechamento do sábado, dia 29, no II IGUACINE teve grandes surpresas. O diretor Domingos de Oliveira - produtor do longa "Todo mundo tem problemas sexuais" - viu lotar o teatro do Centro Cultural Silvio Monteiro. Entre risadas e gargalhadas, o público não se conteve com atuação brilhante de Pedro Cardoso, Cláudia Abreu, Priscilla Rozembaum , Orã Figueiredo e Paloma Riani que, numa mistura da peça teatral em cartaz já há dez anos com o a linguagem do cinema, arrancou toda a emoção possível do público. Procurando separar a sensualidade da vulgaridade em uma linha muito tênue, o filme foi, a que tudo indica, o mais polêmico do dia. A platéia só ficou quieta em poucas cenas com mais suspense mas que, ao final, sempre terminavam na mesma coisa: risadas. Terminada a exibição o cineasta bateu um longo papo com o público que muito interagiu com ele. Com certeza todos os presentes sairam dalí diferentes, ao menos com muita pergunta pelo ar. Esse terceiro dia do II Iguacine foi marcante e o encerramento vai ser, com certeza, muito emocionante. Interatividade: Você costuma se perguntar se tem problemas em sua relação amorosa?

Cinema cidadão

Cine Santa é um dos homenageados no II Iguacine por Robert Tavares O Cine Santa Teresa fez sua primeira exibição em Santa Teresa no dia 23 de junho de 2003, apresentando o sucesso nacional "Deus é Brasileiro". Nestes mais de seis anos de funcionamento o cinema ocupou, por mais de dois anos, todos os domingos, a Igreja Anglicana do bairro. Exibia filmes de arte para os cinéfilos e revertia parte da renda obtida com a venda de ingressos para as obras sociais.
Ultimamente o Cine vem sendo considerado um dos pontos mais influentes e visitados - em comparação aos outros cineclubes espalhados pela cidade - do Rio de Janeiro. "Os moradores de Santa Teresa são os cinéfilos que mais assistem e prestigiam o cinema nacional", diz Fernanda Oliveira, que fundou o cineclube junto a seu marido, Adil Tiscatti. Ele foi considerado o maior exibidor de cinema brasileiro 2008/2009. Pelo segundo ano consecutivo, o Cine Santa Teresa conquista o Prêmio Adicional de Renda da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), como o maior exibidor de cinema brasileiro de todo o país. Tendo exibido 33 títulos nacionais, o Cine Santa ficou em primeiro lugar no ranking de exibidores. Mas não para por aí. Ontem, no último dia de II Iguacine, um dos homenageados da noite foi o Cine Santa, que foi aplaudidíssimo pelos presentes. "Eu acredito plenamente na arte, em viver de cultura, é difícil sair de uma sala de cinema sem ser transformado, fico completamente emocionada e grata em receber essa homenagem feita pelo Iguacine". Em seu discurso de agradecimento, o casal disse: "A Baixada sai ganhando, porque inaugurou a primeira escola de audiovisual, isso é um marco, investir é um ganho, aliás o Rio ganha mais, ou melhor, o Brasil! Nós somos um povo, é nossa essa conquista", comemora Adil Tiscatti. "Eu fundei na minha cabeça, e no meu coração", diz Fernanda, que há muito tinha vontade de criar a primeira sala de cinema de Santa Teresa. Desde o início, Fernanda e Adil foram totalmente apoiados pelos amigos do bairro onde moram. "Eles abraçaram a ideia. Não foi surpresa, eu já sabia que todos necessitavam de um cinema, eu e os moradores começamos a batalhar por espaço, horários, filmes". Em dezembro de 2005, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro convidou o cinema para ocupar uma das salas do prédio da XXlll RA e assim poder funcionar todos os dias, como desejavam os moradores. Este convite viabilizou um dos maiores objetivos: ampliar o número de frequentadores. Com várias sessões diárias, o cinema pode ampliar seus programas e desenvolver métodos sócios-culturais-educacionais voltados para todas as classes sociais do bairro. Essa evolução pode ser observada apenas pelo atual espaço onde acontecem as exibições. "Hoje em dia somos cinema, oficialmente falando", conclui Fernanda. Aos interessados, eis o endereço de um dos cineclubes mais badalados da cidade: Cine Santa Teresa - Largo do Guimarães, 136 Interatividade: Você já andou no bondinho de Santa Teresa?

 
 
 
 
Direitos Reservados © Cultura NI