por Jefferson Loyola e Lívia Pereira
Só falta a greve dos bancos acabar para que o Afoxé Maxambomba possa selar a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, pela qual a instituição comandada por Arlene de Katendê foi contemplada com três projetos nos editais públicos lançados no segundo semestre de 2008. O primeiro projeto a ser colocado na rua será Fomento à História da África, Língua Kibundo Yorubá, que, nos próximo seis meses, atrairá professores da rede pública interessados na implantação da Lei 10.639 para o teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, no Centro de Nova Iguaçu. Depois disso, sua ong ministrará aulas de dança e percussão para 340 alunos nos dois pontinhos de cultura que atuarão na Cerâmica e em Caioaba, abrilhantando o convênio assinado entre o governo Lindberg Farias e o Ministério da Cultura que atenderá as crianças de 30 escolas da rede municipal de Nova Iguaçu.
O Afoxé Maxambomba também entrou no chamado Pontão de Cultura, uma outra parceria entre a Prefeitura e o Governo Federal, com oficinas afro-brasileiras em Vila de Cava. “Está tudo assinado”, comemora a líder do projeto, que foi criado em parceria com a Prefeitura da Cidade de Nova Iguaçu em 2002. Na entrevista a seguir, ela conta como sua ong se tornou uma das principais referências da Baixada Fluminense quando o assunto é cultura afro-brasileira.
Como e quando surgiu o Afoxé Maxambomba?
O Afoxé Maxambomba era um projeto do mestre Azulão, mas, como já estava envolvido com seus trabalhos de capoeira, ele pediu para que eu ficasse à frente do grupo. O nome foi discutido em reuniões de diretoria, tudo em parceria com a Prefeitura, mas na gestão passada. O “afoxé” é por se tratar do famoso candomblé de rua, manifestado por música, dança e coreografia. Já o “Maxambomba” é por ter como palco de seu desenvolvimento a cidade de Nova Iguaçu. Mas o Afoxé Maxambomba, ao contrário dos afoxés tradicionais, se destina a todo e qualquer público, não há distinção quanto à religião, inclusive há no grupo pessoas católicas, pessoas que nem têm religião. Para participar, basta que se admire a cultura afro.
Branca de alma afro-brasileira
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Melhor que chocolate
por Lívia Pereira
Estagiária há um ano e meio do Bairro-Escola, Patrícia Endringer começou sua relação com a Escola Municipal Monteiro Lobato assustando-se com o número de alunos em sua turma. Mas logo percebeu que os professores têm métodos interessantes e anticonvencionais para resolver os problemas de comportamento que surgem. Um dos que mais chamou sua atenção foi “método do chocolate”. “Um professor lecionando para uma turma que fazia muita algazarra ofereceu chocolate para que os alunos ficassem quietos’, lembra ela, que não aderiu à ideia com receio de estourar seu orçamento.
Também foi no início dessa experiência que ela percebeu o que na sua opinião é um dos maiores problemas enfrentados pelas crianças (e por extensão para ela) era a interpretação de textos, que leva a quedas vertiginosas no rendimento de qualquer turma. Iniciou então práticas de ensino subjetivas que trouxeram mudanças significativas em seus níveis de interpretação textual (literária e de mundo). “A interpretação de músicas como “Que país é esse?” permitiu que a turma refletisse sobre “sujeira em favelas” e “sujeira no senado” como coisas tão iguais na escrita e tão diferentes no significado”, conta a estagiária.
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Diálogo entre as tribos
por Hosana Souza
Quando começou a recolher nome, idade, telefone, atividades e eventos desenvolvidos pelos artistas e grupos da sua região, a pretensão de Anízio era montar uma agenda onde as atividades de Miguel Couto fossem evidenciadas, colocando a cidade de Nova Iguaçu no calendário cultural do estado.morador de Miguel Couto
O banco de dados foi construído e assim descobertos grupos de teatro, pagode, rock, funk, forró, alem de compositores, escritores, poetas e artesões. “Entrei em contato com os grupos e nós fizemos o levantamento dessas tribos e das atividades que elas promovem. Queríamos que isso se expandisse para outros bairros e consequentemente montar um calendário de atividades e expressões em Nova Iguaçu, não apenas para os visitantes, mas principalmente para os iguaçuanos”, conta Rafael.
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Chuva de debates
por Flávia Ferreira e Julliane Mello
O Movimento Enraizados abriu suas portas para receber as cerca de 40 pessoas que prestigiaram a 3ª Pré-conferência de Cultura de Nova Iguaçu na chuvosa noite da última sexta-feira, em Comendador Soares. Estavam presentes membros do Conselho de Cultura da Cidade, representantes do governo municipal e da Sociedade Civil Organizada, como o próprio Movimento Enraizados, Cia e Dança, Grupo de Apoio e Amparo à Vida, entre outros.
A rodada de Comendador Soares foi aberta com uma roda de apresentações, seguida da fala de Écio Salles, secretário adjunto de Cultura e Turismo. “É com muita alegria que estamos nesse espaço, que é, para mim, referência de cultura nacional e também por que a cultura não fica restrita ao centro de Nova Iguaçu”, disse Écio Salles. Segundo os organizadores, a rodada da última sexta-feira rendeu mais do que os encontros de Tinguá e Miguel Couto.
O poeta Jorge Cardoso, presidente do Conselho Municipal de Cultura e subsecretário de Cultura e Turismo, explicou que as pré-conferências têm como objetivo discutir ações e propostas para levar a Conferência de Municipal de Cultura, que será realizada nos dias 23 e 24 no Espaço Cultural Sylvio Monteiro. “Isto vai alterar todo panorama da cultura do país”, disse Jorge Cardoso. A intensidade com que os cerca de 40 presentes debateram, ao longo de duas horas, as questões culturais do bairro em que moram só fez confirmar essa expectativa.
Cada participante dispôs de dois minutos para comentar o assunto, o que deixou alguns deles insatisfeitos. No entanto, os organizadores deixaram claro que se tratava de um aquecimento para o dia da conferência de cultura.
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Romance roubado
por Josy Antunes
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