A pulseira da discórdia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

por Lucas Lima e Melissa Saliba


A polêmica das pulseirinhas coloridas de silicone com que os jovens estão enfeitando os pulsos já chegou a Nova Iguaçu. Meninos e meninas tentam usá-las da maneira mais criativa e colorida possível, mas são cada vez mais frequentes os constrangimentos decorrentes do sentido sexual agregado.

O chamado "Snap Game", ou "Jogo de Arrancar" em português, tem dado muita dor de cabeça aos pais e educadores. As opiniões entre eles e as próprias crianças são as mais variadas possíveis. O uso das pulseiras remonta às escolas da Inglaterra e dos Estados Unidos, onde foram totalmente proibidas depois que se criou em cima delas um jogo de cunho sexual. Funciona da seguinte maneira: a pessoa que arrancar uma pulseira do braço de outra, faz aquilo que a cor da pulseira representar.

Uma recente pesquisa, realizada por um site com 46.000 pessoas, mostra que 34% dos entrevistados continuam usando as pulseiras como bijuteria, mas 25% aproveitaram a polêmica para adotá-las como as “pulseirinhas do sexo”, 23% pararam de usar porque se sentiram ameaçados e 18% ficaram na dúvida e estão esperando até onde vai a moda.

Culminância ao vivo

por Lucas Lima

A culminância nas escolas municipais de Nova Iguaçu tinha como objetivo fazer um balanço das oficinas de português e matemática, que ao longo do segundo semestre trabalharam com os contos de Câmara Cascudo e Malba Tahan. Mas quem roubou a cena na Dr. Ruy Bercot de Mattos foi a Rádio Cidadão.

Coordenada pelo técnico de informática Edson Rogério Batista de Souza, 40 anos, a Rádio Cidadão foi criada durante as oficinas de rádio do Mais Educação. “A diretoria me deu a oportunidade de fazer essa experiência na escola e está sendo uma experiência muito boa”, conta o coordenador, tão eufórico quanto as crianças.

A oficina está sendo costurada com o pessoal do hip hop e do teatro, que também chegou à escola de Jardim Alvorada por intermédio do Mais Educação, uma parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu que equipou nossas escolas com fanfarras, pickups e rádios. “As crianças estão adorando”, afirma Edson de Souza.

"O efeito é coletivo e o bonde não para"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

por Josy Antunes



Durante a semana, dezenas de cartazes foram distribuídos por Nova Iguaçu e Belford Roxo. Blogs, Twitter, Orkut e You Tube foram apropriados como importantes ferramentas. O motivo? Convocar a população da Baixada a comparecer na rua Aguapei, nº 187, no bairro Piam, em Belford Roxo: o Centro Cultural Donana. Às 19 horas, haverá a exibição gratuita do documentário “Herbert de perto”, lançado em outubro nas grandes salas de cinema do Rio de Janeiro. A presença do diretor Pedro Bronz está garantida para um bate-papo com os espectadores, além de muita música, produzida pelos músicos que se manifestarem para tal – os instrumentos estarão disponíveis e o repertório já é certo: Paralamas do Sucesso.

Admirável público

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

por Josy Antunes

Sob constante chuva, a rua 1º de Março estava enfeitada por coloridos guarda-chuvas. O Centro Cultural Banco do Brasil recebia, na noite de 9 de dezembro de 2009, uma quinta-feira, o lançamento do livro "Guia Afetivo da Periferia", de Marcus Vinícius Faustini. O evento realizado no CCBB trazia trechos vivos da história contada nas novas páginas que chegavam às prateleiras: carrinhos de tapioca e pipoca, sacolés - com destaque para o sabor chocolate - servidos inusitadamente sobre as bandejas dos garçons e um enorme baleiro ao lado do autor da noite, contendo toda espécie de iguarias que adoçam o paladar dos que convivem nas periferias do Rio de Janeiro.

Lanchinho da Vila Cruzeiro

por Larissa Leotério

Quem leva a cultura dos livros para crianças e jovens no Complexo do Alemão e do Complexo da Penha é o jovem Otávio Jr. Sozinho, o rapaz de 26 anos montou uma biblioteca que atualmente conta com um acervo aproximado de quatro mil livros, distribuídos em associações de moradores, ONGs e 25 escolas das comunidades que atende.

A ideia surgiu quando Otávio Jr. começou a acompanhar as feiras de livros, bienais e se deu conta de que, na comunidade em que vive, não há cafés literários, encontros com autores e outros incentivos à leitura. Resolveu então promover um ‘Lanchinho Literário’ com as crianças da comunidade. Nesta iniciativa, houve contação de histórias e brincadeiras como ‘o que é o que é’. Ele explica que essas brincadeiras são importantes pra chamar a atenção das crianças e aguçar a curiosidade delas. “Assim, elas prestam a atenção e não se distraem com qualquer pipa que passe”, revela.

 
 
 
 
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