Coexistência pacífica

terça-feira, 13 de julho de 2010

por Abraão Andrade

Há quem não acredite em mandingas, feitiços ou sortilégios. O senso comum é rico em separações muitas vezes imperceptíveis a respeito do uso de práticas ditas "pagãs" dentro da religião tradicionalmente cristã. Com 73,8% de católicos, o Brasil conta com um grupo de pessoas que assimilaram as tradições dos seus antepassados e atrelaram a ela o elemento fundamental que dá cara ao país: a diversidade.

Dentro desse contexto, surgem as mantenedoras da tradição popular, que também são agentes do sincretismo religioso. Majoritariamente mulheres e idosas, as rezadeiras são dotadas de uma luz divina capaz de curar as enfermidas espirituais e físicas.

A prática remonta ao período colonial, e estava ligada à ausência de médicos na zona rural, especialmente no nordeste, onde ainda há um grande contigente de rezadeiras.

A cura espiritual assemelha-se a uma consulta médica, podendo incluir “receitas” para a conclusão do trabalho, como óleos, chás e banhos de ervas.

Preparação da teia

por Tuany Rocha

Os pontos e pontinhos de cultura são um conjunto de iniciativas que reúnem agentes e projetos culturais da sociedade civil, reconhecidos por meio de editais do Ministério da Cultura que lhes dão o suporte necessário para impulsionar e estimular as ações culturais no local onde atuam. Desde as grandes cidades até as que se encontram em pequenos municípios, ao total, 27 Pontos e 31 Pontinhos de Cultura na Baixada Fluminense prontos para expor seus trabalhos, articular e crescer.

Projetos para a vida

por Marcelle Abreu

O Colégio Equipe Grau vem mostrando que não é apenas um colégio e curso de pré-vestibular de ótima qualidade. Ele vai muito além das salas de aula, envolvendo seus alunos com projetos que vão levá-lo a uma melhor aprendizagem.

Herdeiras culturais

por Yasmin Thayná
Caminhando pelas ruas de Nova Iguaçu em um dia comum do ano de 2006, Jussara Alexandre se encantou com algo inusitado que nunca havia visto na cidade: o Espaço Municipal da Terceira Idade, onde as senhoras praticam diversas atividades ligadas tanto à qualidade de vida saudável quanto à vida social. Ela, que já fazia parte da equipe do projeto Incentivo à Palavra, teve a ideia de conhecer e realizar outros trabalhos junto a essas frequentadoras do espaço.

Trupe dos órfãos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

por Wanderson Duke Ramalho

No que diz respeito ao cenário musical, poético, cinematográfico e circense, a Baixada Fluminense – e principalmente Nova Iguaçu – sempre foi uma madrasta para aqueles que queriam manifestar sua arte. Estes mesmos artistas eram obrigados a se locomover para outras regiões a fim de difundirem seu trabalho: sentiam-se órfãos de sua terra-mãe. E inúmeros fatores contribuíam pra isso: a falta de apoio do governo da região e políticas públicas específicas voltadas aos primeiros fomentadores, da falta de um local que fornecesse visibilidade ao trabalho, ou mesmo a carência de uma cena independente, que ninguém acreditava ser possível construir em uma região conhecida por seus diversos problemas administrativos e, por isso, também não se tinha investimento do setor privado. Mas isso vem mudando.

 
 
 
 
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