O homem do papa

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

por Lucas Lima


Pai, Avó, Bisavó, Flamenguista, Paraibano, Amigo, Nordestino, Marido e agora escritor. Esse é um pouco do perfil de Armando Almeida Lima. Armando é o autor do livro “Resistências e Conquistas do Vidigal”, o mesmo foi oficialmente lançado na ultima semana na própria comunidade que dá nome ao livro, na Igreja Católica de Nossa Senhora da Consolação.

O livro conta um pouco da história do Vidigal, favela situada na zona sul carioca. A visita do Papa João Paulo II e a tentativa de remoção das casas nos anos de 50, 60 e 70, são os episódios narrados. Armando conta que o objetivo maior do livro é deixar a memória viva para todos, principalmente para as novas gerações. “A ideia veio após a morte do papa João Paulo II, que esteve no Vidigal e que temos na memória até hoje. Muita gente mais nova da comunidade pergunta sobre fatos antigos que ninguém conhece. Quis então fazer o livro para que os mais jovens possam assim conhecer do nosso passado, porque mais tarde os mais antigos irão morrer e o Vidigal acaba ficando sem memória”, conta o escritor de 67 anos.

Casa cheia

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

por Larissa Leotério


A cultura iguaçuana está em festa. A segunda edição do Fundo Municipal de Cultura promete ser um sucesso ainda maior, a se medir pelo número de projetos acumulados na mesa da subsecretária Verônica Nascimento desde a última sexta-feira, 29 de outubro: 177 projetos estão disputando os R$ 400 mil reais disponibilizados pela prefeita Sheila Gama. Na primeira edição, houve 96 projetos disputaram R$ 300 mil. “Essa foi uma decisão acertada da prefeita Sheila Gama, de ter continuado a política do Fundo”, afirma o Secretário Municipal de Cultura e Turismo Écio Salles. Na primeira edição, havia

Teatro cívico

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

por Hosana Souza

A primavera chegou e praticamente nada mudou. Mas, sendo está a estação das flores e das paixões, eu trago três palavras – e uma história apaixonada - para você, caro leitor do Cultura NI. Ônibus, determinação e alegria. Aparentemente essas palavras não têm nenhuma relação; entretanto, elas podem definir com perfeição a história da professora Christiane Ferreira e seus alunos da Escola Municipal Odir de Araújo. Agora, vamos por partes.

Na última terça-feira, tinha marcada uma consulta com o dermatologista; como sempre atrasada, entrei no primeiro ônibus que apareceu – mesmo sendo aquele um que me deixaria muito longe do local desejado. Como que por destino, percebi naquele Salutran Nova Iguaçu – Austin várias crianças da rede municipal de ensino, com seu característico uniforme azul, espalhadas em trio pelos bancos. Fui, então, acometida por um misto de curiosidade de Jovem Repórter e paixão por crianças típica de Normalista. Após uma breve observação, cheguei perto daquela que julguei ser a responsável pelo grupo; uma mulher alta, de sorriso largo, com óculos de aro fino, uma roupa roxa e uma criança no colo.

Boquinha de urna

terça-feira, 21 de setembro de 2010

por Albert Azenha e Raphael Ruvenal

Foi com esse tema que fomos para a rua tentar entender melhor como funciona o cotidiano das pessoas que trabalham em campanhas eleitorais.

É grande a quantidade de funções nesse período. Nessa abordagem encontramos desde coordenadores de campanha a plaqueiros e panfleteiros, mas o nosso foco era conhecer aqueles que passam sua maior parte do dia em praças públicas, em lugares de muito fluxo, entregando papeis e divulgando os seus candidatos.

Reencontro através do funk

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

por Renato Acácio


Santo de casa não faz milagre. Os percursos que o samba, a capoeira e o cinema novo trilharam para adquirir status de cultura nacional, digna de reconhecimento enquanto identidade, atenção e de expressão valiosa, tiveram de procurar reconhecimento no exterior, para só então obter um merecido valor de uma faceta da cultura brasileira. Não tem sido diferente com o movimento Funk Carioca. Acusado pela mídia de incitar a violência desde a década de 1990 e pela classe média de música pornográfica e desprezível no início dos anos 2000, o movimento Funk Carioca vem caindo no gosto internacional e promete virar o jogo assim como o Samba, outrora repudiado e nos dias de hoje aclamado pelas mesmos elitistas que o repudiaram, um dia o fez.

Um dos responsáveis e pioneiros em apresentar a cultura do Baile Funk Carioca para públicos internacionais atendem pelo nome de Bruno Verner e Eliete Mejorado. Juntos eles formam o TETINE, um projeto artístico que vai além da música, passando pelo audiovisual, a performance, a instalação e a poesia. Há 15 anos na pista, dos quais 10 produzindo na Inglaterra, o TETINE surgiu quando Bruno Verner, músico ligado à cena punk underground brasileira, foi fazer a trilha para uma performance em que Eliete Mejorado, atriz e artista visual, participava em 1995 em São Paulo. A partir daí a dupla não se separou mais e de lá pra cá lançaram 10 álbuns e se engajaram em dezenas de projetos artísticos das mais variadas plataformas, dentre os quais uma parceria com a artista visual francesa Sophie Calle e um programa de rádio em Londres, onde semanalmente apresentavam os novos sons vindos do Brasil.

 
 
 
 
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