Parte II - A vontade de mudar

sábado, 20 de novembro de 2010

por Jéssica de Oliveira

O período que passou ao lado de José Junior no Afro-Reggae foi, na verdade, um conjunto de muitas aulas. “Aprendi a fazer gestão, a elaborar e coordenar projetos, a captar recursos. Enfim, um grande conhecimento sobre a área”. E foi em 1996 que o aprendiz Edilso Maceió escreveu seu primeiro projeto.
 

Ao contrário do formato que o grupo cultural de Vigário Geral desenvolvia, Edilso implementou um projeto de creche chamado Criança Legal. “Era completamente diferente do que o Afro-Reggae estava acostumado. Foi muito complicado no começo, mas porque ninguém estava acostumado àquilo”, relembra, explicando: “O Afro-Reggae sempre trabalhou com adolescentes e jovens, mas não havia nada para crianças, principalmente na faixa etária de 2 a 4 anos”, conta o criador da primeira creche comunitária de Vigário Geral.

Reunidas em nome da cultura

por Jefferson Loyola

Nesta ultima quinta-feira, 18 de novembro de 2010, ocorreu a abertura do Baixada Encena no Ginásio Leopoldina Machado, quadra do colégio Leopoldo. O Baixada Encena é uma rede com oito cidades representadas, centenas de artistas e agentes culturais, mesclando apresentações de teatro, música, dança, debates e oficinas para o avanço e ampliação cultural da periferia.

O zelador de nossa memória

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Equipe Jovem Repórter / Fotos: Josy Antunes


O secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu Écio Salles sugeriu que fizéssemos um ciclo de grandes entrevistas, “como aquelas da Caros Amigos”. “E elas devem começar com o professor Ney”, sugeriu. E quem conhece essa enciclopédia iguaçuana entende perfeitamente as orientações do sucessor de Marcus Vinícius Faustini, ele próprio um outro admirador do trabalho de resgate histórico e preservação da memória da Baixada Fluminense realizado pelo professor.

Nascido no Hospital do Iguaçu no dia 27 de setembro de 1940, Ney Alberto Gonçalves de Barros é o filho mais velho de Nilton Gonçalves de Barros e Leopoldina Machado Barbosa de Barros. “O colégio Leopoldo, do qual ela é uma das fundadoras, é uma homenagem a ela”, contou o professor no dia em que reunimos cerca de 10 jovens repórteres na sua sala, na entrada do Espaço Cultural Sylvio Monteiro.


Parte I – Desde o início

por Jéssica de Oliveira

Toda história tem início meio e fim. E esta, que será contada a partir de agora, teve seu começo em 1962, na favela Nova Holanda, Rio de Janeiro.

Ainda pequeno, Edilso Gomes Maceió, filho de mãe pernambucana e pai alagoano, dava seus primeiros passos na vida da arte, indo na contramão da Nova Holanda, favela do Complexo da Maré em que nasceu. “Nova Holanda era um lugar muito perigoso, a criminalidade tomava conta do lugar. E pra mim, nascer numa favela onde as famílias tinham oito filhos, procurar saber de que forma eu poderia alegrar e contribuir para melhoria da vida daquelas pessoas, impedindo que as crianças entrassem para a vida da crime, foi natural”, conta.

Comédia do outro mundo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

por Larissa Leotério

Morre a socialite Lourdes Thereza. Rica, com muitos cuidados com sua pele, casacos de pele, plásticas inúmeras, mas, do outro lado da vida, recebeu um tratamento que não a agradou nem um pouco. Sem contar com os desagradáveis encontros que teve.


 
 
 
 
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