Desconstruindo palavras

terça-feira, 23 de novembro de 2010

por Jefferson Loyola


1ª mesa: espaço público e memória 
Primeiro Encontro Cidade & Cultura, evento promovido para debater sobre a cultura e cidade no espaço público contemporâneo, estando dentro de um padrão acadêmico, inicia a 1ª mesa falando sobre o espaço público e memória. Compondo a mesa esta Frederico Araujo e Laura Maciel, tendo como mediadora Regina Helena Alves da Silva.

“Fiquei surpreso com uma fala de interlocução sobre o que eu irei falar aqui”, disse Frederico, em relação a sua desconstrução de memória e espaço público apresentada e uma possível réplica dos participantes da palestra. Assumindo o compromisso de falar sobre o assunto, ele resolveu falar sobre o espaço público e memória como palavras que seriam uma só. “Não vou falar sobre o Espaço público ou memória de forma geral e nem mesmo de um lugar em especifico”, afirmou.

Desconstruindo e construindo um novo conceito para as palavras apresentadas na palestra de maneira completamente acadêmica, e que para alguns causou um pouco de confusão por não entender claramente o objetivo proposto por sua reflexão. “Vamos iniciar as perguntas para as provocações expostas pelos palestrantes”, disse Regina Helena, finalizando e dando inicio a série de perguntas construindo um debate.

Impregnação cultural

por Jefferson Loyola


Apresentação do Maestro Armênio após a mesa de abertura
Primeiro encontro Cidade & Cultura - rebatimentos no espaço público contemporâneo - esta acontecendo na UFRJ, campus do Flamengo. O encontro tem como objetivo uma discussão e reflexão conjunta sobre os assuntos que giram em torno da cidade e cultura, e ente as políticas urbanas e culturais. “O evento foge um pouco do padrão acadêmico quando se trata de um encontro e traz palestras, junto com debates após das mesmas”, disse Lílian Fessler Vaz, participante em conjunto na mesa de abertura do evento com Regina Helena Alves da Silva, Paola Berenstein Jacques e Marcia Ferran.

Paola Berenstein trouxe questões do evento que ocorreu no dia anterior, também no mesmo espaço. A impregnação deixada em Paola pelo “Corpocidade” era visível ao acrescentar os tópicos que foram do evento anterior e serviam como oportunidade para serem compartilhados no primeiro “Cidade & Cultura”. Assuntos como a crise do sujeito corporificado, a pacificação do espaço público, e a esterilização da esfera pública, foram prioridades em sua fala.

Após a fala das participantes da primeira mesa, neste dado momento, inicia-se a apresentação do Maestro Armênio Graça Filho. Ele começa a falar sobre a cartografia cultural: os pensares, saberes e fazeres do grande sertão.

Cidade é Espaço Público

por Larissa Leotério


Está oficialmente aberto o 1º Encontro de Cidade e Cultura. Acontecendo no campus do Flamengo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o evento propõe dois dias de debates com os temas: 'Espaço Público e Memória', 'Espaço Público e Cultura' e 'Espaço público e diversidade'.

A abertura do evento contou com a presença de Regina Helena Alves, Lilian Fessler Vaz, Paola B. Jacques, além da representante da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Marcia Ferran.

Marcia Ferran inicia falando sobre a atual preocupação com o tema cidade e dos planos de políticas públicas para a arquitetura e fenômenos urbanos. Ela comenta da importância da discussão do espaço urbano para além da ação do Iphan num espaço de saber acumulado como o da UFRJ. Oportunidade para falar sobre o Programa Culturas Urbanas e Cidades Criativas.

Hora de discutir a cidade

por Lucas Lima


Na manhã dessa terça-feira, será discutido a reflexão em torno das relações entre cidade e cultura, políticas urbanas e políticas culturais. O 1º Encontro Cidade e Cultura acontece no Colégio Brasileiro de Altos Estudos - UFRJ (Av. Rui Barbosa, 762 - Flamengo).

Na manhã do primeiro dia do evento, que acontece também no dia 24, estão na mesa Regina Helena Alves da Silva - UFMG, Lilian Fessler Vaz - UFRJ e Paola Berenstein - UFBA, com uma breve abertura, falando sobre da territorialidade, urbanização e a cultura.

Logo mais, às 10:30, Maestro Armênio Graça Filho comanda uma apresentação sobre "Os pensares, saberes e fazeres do Grande Sertão".

Afro-contemporâneo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

por Renato Acácio

Como parte das comemorações da semana da consciência negra na cidade, neste domingo no espaço cultural Sylvio Monteiro às 17:00 foi apresentado o espetáculo de dança "Filhos da África", dirigido por Ney Andrade. O coreógrafo e pesquisador de danças étnicas colocou no palco 10 bailarinos da sua companhia "Ney Andrade", de São João de Meriti. Dividido em dois atos e três momentos( Origem, encantamentos e oferendas), "Filhos da África" é um espetáculo que mescla a dança afro com a dança contemporânea. "Estou trazendo para o Brasil um estilo chamado afro-contemporâneo, que vem a ser a tentativa de não ser tão folclórico como costumam ser os espetáculos puramente afros e nem tão abstrato como é a dança contemporânea", explica o coreógrafo, que já tem mais de 25 anos de bagagem no mundo da dança.

"Filhos da África" vem sendo preparada desde junho deste ano e a apresentação de domingo marcou o "parto", como diz Ney, do espetáculo porque a apresentação de ontem serviu na verdade para a equipe gravar em vídeo o espetáculo. "Ainda preciso inserir coisas e lapidar algumas outras, mas foi importante a apresentação de hoje, porque mesmo não estando realmente pronta, acabamos com a angústia e cobrança que os bailarinos sofrem em estrear logo".

Apesar de inacabado, no perfeccionismo do coréografo, e ainda sendo custeado pelos próprios bailarinos e também o coreógrafo, que está em busca de apoios e parcerias, o espetáculo garante 50 minutos de grande prazer plástico. Não só os movimentos precisos dos bailarinos, mas também suas expressões faciais marcantes e a iluminação pontualmente cronometrada, tornam a apresentação inesquecível. Na plateia os vinte e poucos sortudos que foram ao espaço conferir a apresentação também saíram impressionados com o que viram. "Estou pasma! Foi uma coisa linda de se ver!", disse dona Celina Maria, avó de uma das atrizes da peça que se iniciaria logo mais no mesmo palco. "Eu não entendo muita coisa de dança, mas tudo o que eu vi eu adorei: as músicas, as luzes e os bailarinos são verdadeiros artistas!", comentou Tânia Ferreira, que soube da apresentação através de um de nossos jovens repórteres.

Se já na pseudoestreia "Filhos da África" impressionou os amantes da dança presentes e os leigos apenas apreciadores das coisas belas, é esperar para ver como ficará o espetáculo após a lapidação de Ney Andrade!

 
 
 
 
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