Cama móvel

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

por Hosana Souza


Imagem Google

Em um sobressalto, os olhos se abrem assustados e ao olhar pela janela surge a constatação de que mais uma vez o ponto desejado havia ficado para trás. Após respirar fundo e provavelmente mentalizar algum xingamento, resolve pegar o celular: “Alô, mãe? Então, eu vou chegar um pouco tarde, mas não precisa se preocupar, eu tô bem. É que eu tenho que esperar outro ônibus... É mãe, eu tô em Austin!”. A cena protagonizada pelo universitário Ramon Guedes, 19 anos, morador de Comendador Soares, não é exclusiva do jovem conhecido pelos amigos como “o rei das sonecas”.

Da mesma forma que para morrer basta estar vivo, para dormir basta fechar os olhos. É seguindo essa linha de pensamento que, por necessidade, várias pessoas utilizam os meios de transporte como cama móvel. “Se eu não dormir no trem o meu dia está acabado, viro um zumbi”, afirma Elza Beatriz, 42, que se reveza entre o papel de mãe e técnica de laboratório na UERJ. “Quando não consigo um lugar para meu sagrado cochilo, o pessoal tem que aturar pelo resto do dia meu mau humor, fico no automático”, diz.

Carnaval com farofa

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

por Marcelle Abreu

Carnaval. Diversão. Azaração. O carioca espera ansiosamente por essa época. Quem não gosta de aproveitar para viajar, relaxar, se divertir? E muitos se programam o ano inteiro para curti-lo da melhor maneira possível, reunindo sua turma de amigos para alugar uma casa na praia. "Carnaval sem praia não é carnaval", explica Juliene Alves, 21 anos, que conhece de cor e salteado as várias etapas de preparação. "Quem nunca se viu discutindo o assunto 'onde, quantas pessoas, tempo de estadia, compra de mercado' é por preferir aproveitar de outra maneira."

A voz da experiência sugere uma série de precauções para evitar confusão no final. A primeira delas é formar grupos de pessoas próximas, que já possuem certa intimidade. “Eu sempre passo o carnaval com meus amigos, e não gosto quando alguém pensa em levar uma pessoa desconhecida, pois a gente não conhece, não sabe como ela é", afirma Gabriela Noel, 20 anos, do alto da experiência de quem participa desses bondes desde os 17. "Cada um tem seu jeito e suas manias, coisas essenciais para uma boa relação."

Samba solidário

por Douglas Denis


“De azul e branco lá vou eu feliz da vida, o Renascer é meu amor é minha vida...” São com esses versos cheios de esperança do compositor Manelzinho da Vila que a comunidade da Vila Jurandir, em São João de Meriti, vem contar um pouco da sua história de superação e iniciativa social.

A Rua Júlio de Castilho Lt. 24 Qd. 10 é o endereço do “Bar do Flávio”, onde surgiu a ideia para a formação do “Bloco Carnavalesco Renascer da Vila”. Entre uma cervejinha e outra, os bate-papos informais sobre as carências da comunidade acabaram por motivar os moradores da localidade a iniciar um projeto de ajuda mútua.

Neném do K11

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

por Larissa Leotério

Quem nunca considerou o domingo como um dia morto que atire a primeira pedra. E, para os que continuam pensando assim, a melhor dica é o samba que acontece semanalmente na praça do bairro iguaçuano K11.

Quem conta um pouco da história do samba é Luiz Carlo Toro, um dos fundadores: “Saiu de repente. Fomos juntando peças, instrumentos”. Composto por oito integrantes fixos, o grupo formado há quatro anos foi batizado como “Faz Vergonha” basicamente para despertar a curiosidade das pessoas. A intenção é que as pessoas cheguem ao samba, ouçam música de qualidade e convidem outras pessoas.

Isopor na merendeira

por Juliana Portella


Quem nunca comeu um salgadinho amarelinho na hora em que a fome apertou que atire a primeira pedra. Uma delícia que muito consideram besteira, o também conhecido como salgadinho de isopor faz o maior sucesso na hora em que bate aquela fominha fora de hora. O famoso salgadinho de milho apresenta uma grande variedade de sabor não dói no bolso: é encontrado por menos de R$ 1 nas melhores padarias e em qualquer barraquinha de doce. A guloseima preferida da garotada é o salgadinho tipo Skynni.

Presunto, churrasco, queijo, pizza e cebola. Um sabor para cada dia da semana. "Eu adoro esse salgadinho. É a minha merenda preferida", afirma pequeno Jeferson, de 8 anos. " Levo todos os dias para a escola. Ele me alimenta e eu ainda divido com meus colegas",  acrescenta o estudante da 2ª série, que não dispensa um Fofura acompanhado de um geladinho suco de caju na merendeira.

 
 
 
 
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