por Lucas Lima
Em seus quatro anos de existência, a Escola Livre de Cinema, situada no bairro de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, não formou apenas alunos capacitados para fazer audiovisual, mas também uma nova forma de as pessoas verem o mundo e terem uma nova percepção de território e centralidade. Além disso, o projeto deu uma alta visibilidade para o município.
Segundo Anderson Barnabé, coordenador artístico, Nova Iguaçu só atraía a atenção da mídia pelo sua miséria e pela sua pobreza. "Quando começa a surgir pessoas fazendo audiovisual, esse audiovisual interagindo e dando espaço a outras linguagens, começamos a ter muita visibilidade. Hoje temos que marcar hora com cineastas e pessoas que desenvolvem projetos sociais até de outros países. As pessoas passam por aqui para saber como existe uma escola de cinema na periferia da Baixada que produz além de cinema em si, pensamentos".
Escola modelo
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Pecado da gula
por Juliana Portella
Depois da matéria do famoso salgadinho amarelinho, vulgarmente conhecido como biscoito de isopor, dedicarei mais um texto à gastronomia popular. Falando de gastronomia real. Delícias populares. Comidinhas que todo mundo gosta. Com direito a endereço, preço e cardápio, prepare-se para encontrar dicas de guloseimas que fazem parte do cardápio da galera iguaçuana.
Gorduras à parte, numa dessas incursões Nova Iguaçu a fora é possível descobrir verdadeiras delícias. A lanchonete FROGS é muito conhecida pelo seu variado cardápio especializado em fast-food. Para quem quer fazer um lanche rápido, as sugestões são as mais atraentes. Entre tentações que vão de sanduiches a batata frita, sobressai o famoso ”Frogs-montanha”, feito com três fatias de pão, duas carnes, duas fatias de queijo, bacon e maionese. Essa montanha de sabor custa R$ 6,60 nos sabores carne e frango e R$ 9,30 no sabor picanha. "É uma boa opção pra quem quer matar a fome", aprova a estudante Thaline Flôres, que é fã numero um dos lanches do FROGs. Além de morar pertinho da lanchonete, na rua Ione Torres Ennes, mais conhecida como rua da Feira, Centro de Nova Iguaçu, Thaline estuda engenharia Civil na UGB, que também é bem perto da segunda sede da lanchonete, na Estrada Abílio Augusto Távora, em frente à Unig.
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Barro na avenida
por Luiz Gabriel
Fundado no dia 27 de dezembro de 2000, na associação de moradores do Morro do Alto Uruguai, no centro de Mesquita, vê-se o irreverente espírito do carnaval carioca até mesmo no nome do bloco. "Antes só tinha barro no bairro da gente", cona Creuza da Silva, uma senhora de 69 anos nascida no Andaraí, na Zona Norte do Rio, que se tornou uma "mesquitense de coração". "Tudo começou depois de um torneio de futebol organizado pelo técnico José Carlos", lembra dona Creuza, uma das fundadoras e atual diretora de harmonia do bloco, cuja sede foi transferida para o pé do Viaduto de Mesquita, na Estrada Feliciano Sodré.
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Dinheiro inesquecível
por Michele Ribeiro
Não é de hoje que os brasileiros aproveitam a folia para ganhar dinheiro. Não é diferente no carnaval, quando muita gente aproveita os bailes de carnaval, desfiles de blocos e shows organizados na maioria das grandes cidades brasileiras para aumentar a renda.
Um exemplo disso é o Altamiro Ferreira, 41 anos, eletricista de Nova Iguaçu que resolveu vender churrasco e refrigerante nas festas de carnaval realizadas na Praça Elizabeth Paixão, em Mesquita. Depois de garantir sua vaga através do sorteio promovido pela Prefeitura, Seu Altamiro conta as horas para reunir a família em torno de sua barraca, com a qual tem um faturamento médio de R$ 200 por noite. "Além de ganhar um dinheirinho, posso ver o desfile dos blocos", comemora o ambulante.
Um dos destaques do carnaval de Mesquita é a Praça do S, no bairro de Santo Elias, onde se reúnem aproximadamente 900 foliões todas as noites. Seu Casimiro, mais conhecido como Pingo, é outro ambulante que aproveita as noites de folia para montar sua barraquinha de cachorro-quente e faturar cerca R$ 300. "Todo ano eu venho para cá", diz ele. "Nos intervalos dos blocos, os foliões sempre aproveitam para fazer uma 'boquinha'”.
Trabalhando ou se divertindo todos dão um jeito de fazer dessa data um momento inesquecível.
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A Baixada no Cinerock
por Saulo Martins
Louise Teixeira, 21 anos, vai exibir fotografias da manifestação de estudantes pelo Rio Card e do projeto "O Palco Vai Sair - A História de Theógono", que conta a história de um senhor de 80 anos de Mesquita que tinha o sonho de construir um palco que rodasse por todo o Brasil. "Quem olhar pode não ver nada demais naqueles palhaços, não entender aquela luz ou o porquê dela estar numa exposição mesmo com tanto ruído... Mas eu sei o valor dela...", conta a jovem.
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