por Jéssica de Oliveira
Vovó em 24 quadros
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1493 por minuto
por Yasmin Thayná
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Calor humano
por Saulo Martins
Um dos assuntos mais comuns entre os jovens da Baixada é a falta de opções de lazer durante a noite. A cidade de Nova Iguaçu, recheada de bares por todos os lados, sofre desse problema. “É dificil sair numa sexta-feira à noite pra algum lugar que não seja um bar”, conta o designer Samir Gonçalvez, 21 anos. A cena noturna da Baixada não oferece opções muito diversificadas, e é por isso que alguns comerciantes pensam diferente e tentam mudar um pouco esse quadro.
Situado no bairo da Chacrinha, em Nova Iguaçu, na Rua Pascoal Paladino, se encontra o Bar Ecleticópolis, mais conhecido como “Bar do Grande”. Com uma decoração alternativa e uma iluminação neon, o espaço atrai pessoas de tribos e estilos diferentes, mas com um mesmo gosto: a música. Os vinis cobrindo as paredes e a Jukebox que não para nem por um minuto não me deixam mentir.
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Saideira
por Abrahão Andrade
Olhos mareados, músculos fatigados e estômago revirado ao ponto de não aguentar mais uma gota de nada. Depois disso tudo, andar quarteirões com os amigos da rua para pegar o ônibus que percorrerá metade da cidade até chegar em casa. É assim o regresso dos baladeiros que moram longe, e tem de enfrentar uma odisseia angustiante para conseguir colocar a cabeça no travesseiro. A vontade de curtir uma noite diferente e mais diversificada faz com que essa galera enfrente todo o tipo de perrengue na ida, e especialmente na vinda. Medo de assalto,vontade de ir ao banheiro ou grana curta não desanimam a moçada noturna.
Como de costume, antes da balada, tem o famoso “esquenta”. O pessoal se concentra na casa de alguém, e depois de um certo grau alcoólico partem para boemia. Vão cantando e rindo a viagem toda, e muitas vezes pegam até mais de uma condução para chegar ao destino. ”Quando eu tô com os meus amigos, o tempo passa mais rápido, e uma viagem chata e longa acaba se tornando o começo da farra”, diz Diego, que enfrente um longo trajeto da sua casa em Madureira para chegar até a Lapa. ”Vamos pra Lapa porque é o lugar mais badalado do Rio, só vou pra lá pela certeza da curtição, não gosto do que tem perto da minha casa”, acrescenta.
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Paraíso infernal
por Dandara Guerra
A quantidade de indivíduos que saiu da Baixada Fluminense para passar o carnaval na Região dos Lagos, atrás das praias de Cabo Frio e Araruama, foi quase absurda. Para facilitar a ida, as pessoas, às vezes em grupos de 20, alugam pequenas casas na região.
Uma das pessoas que foi atrás de uma boa praia em Arraial do Cabo nessa época de folia foi Janayna Gomes, uma moradora do bairro de Botafogo de 46 anos. Para ela, valeu a pena o sacrifício de horas no engarrafamento para se instalar com um grande grupo de pessoas em um casa de 80 metros quadrados na Praia Grande, apesar de só dispor de quatro metros para si e de o sol não ter saído em todo o seu esplendor. “O sufoco é grande", conta ela, que enumera problemas como a escassez de comida, a bagunça na casa e a briga pelos banheiros. "Mas a gente se diverte."
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