O novo universo do Nós da Baixada

quarta-feira, 13 de abril de 2011

por Marcelle Abreu



Quem disse que precisa ser profissional para escrever um belo texto, capaz de emocionar e prender a atenção de todos?

Não basta ser profissional se não há talento , como o grupo Nós da Baixada bem o prova com o espetáculo “A noite que ele não veio”, cujo roteiro foi escrito pelos próprios alunos com supervisão do diretor Anderson Dias e da codiretora Ana Paula Pinheiro.

Mulheres de fé

terça-feira, 12 de abril de 2011

por Dine Estela


Com a força de canções que tem o dom de encantar, a banda Mulheres de Jorge arrepiou o público do Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, neste sábado, 10 de abril, em show homenageando São Jorge, o santo guerreiro. Cyda Matos, Haoa Afrânio e Tereza Onã, três cantoras da Baixada Fluminense, voltaram a se reunir em torno de um mesmo símbolo de devoção, São Jorge, para encantar multidões. O show acontece novamente neste domingo a partir das 20h. O Espaço fica na Rua Getúlio Vargas, 51, no Centro de Nova Iguaçu. A entrada custa R$ 8.

A primeira canção é apresentada pelas mulheres vestidas com o manto da Virgem Maria num tom de oração, mas engana-se quem pensa que o ritmo vai continuar assim. A partir da segunda canção, as Mulheres de Jorge esquentam o público com sambas, toadas e até mesmos ritmos candomblecistas. É possível observar o sincretismo que no Brasil é feito com santos da igreja católica e orixás africanos, mas as meninas encontram o feeling para que o show fique o mais ecumênico possível e possa se encaixar perfeitamente em qualquer ambiente. O repertório é composto por vários representantes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Fernandinha Abreu, dentre outros que contam a história do Santo.

A moda do coveiro

por Yasmin Thayná



Morador de Mesquita, colunista de moda, professor, 20 anos, ex jovem-repórter, Robert Tavares, conhecido como Mexicana Bêbada no mundo dos tuiteiros, é um personagem que transforma o caos da sua vida real em humor nas redes sociais.

Aos 15 anos, Robert e a família, formada por mãe, pai e um irmão, encararam uma mudança de localidade quase traumática para ele: morar na Baixada Fluminense depois da morte do avô, que deixou a esposa sozinha numa casa de grande dimensão. "Minha avó ligava para minha mãe todo dia para pedir pra irmos pra lá", lembra ele.

Todos somos capazes

por Michele Ribeiro e Lohane Pignatara


No dia 11 de abril de 2011, o Espaço Cultural Sylvio Monteiro abriu as portas do seu teatro para o lançamento da campanha Por uma infância sem racismo, uma campanha da UNICEF - Agência Nacional das Nações Unidas.

A  Coordenadoria de Política de Promoção da Igualdade Racial de Nova Iguaçu é um órgão criado em 2005 com a missão de consolidar políticas públicas que promovam a igualdade racial e o fortalecimento da cultura da cidade de Nova Iguaçu. O apoio  total da Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação, Secretaria de Ação Social e Prevenção a Violência e ainda a Secretaria de Trabalho e Renda, todos esses órgãos e instituições da sociedade civil  contribuíram com seus instrumentos operacionais  e representando suas respectivas secretarias. A solenidade foi aberta com a exposição “Olhares Iguaçuanos”, uma mostra fotográfica coordenada pela Professora Ana Paula Cerqueira que abrangeu as escolas da rede municipal de Nova Iguaçu.

Lindas e falidas

domingo, 10 de abril de 2011

por Hosana Souza


“Por que as mulheres compram? Por que somos loucas desvairadas, essa é a verdade”, diz entre risos a publicitaria e moradora de Comendador Soares Glayciellen Gomes. Para algumas mulheres, a palavra comprar é praticamente sinônimo de existir. Ainda mais quando envolvidas pela lógica capitalista e suas ‘meigas e conhecidas facilidades’, como cartão de crédito.

Algumas, mais controladas, compram apenas por necessidade. Outras não resistem às tentações e no meio da matemática feminina - que envolve as palavras liquidação e seis vezes sem juros - terminam lindas e falidas. “Eu não sei explicar, meus olhos simplesmente brilham quando vejo uma roupa nova, ou algum acessório”, explica Glayciellen. “E não poder comprar é um suplício, uma frustração. Passei na C&A essa semana – que está com coleção nova – e tive que subir para pagar o cartão olhando apenas para o piso. Do contrário não resistiria”, completa Jéssica Oliveira, nossa companheira de redação.

 
 
 
 
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