Estranhos na selva

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

por Dannis Heringer e Dandara Guerra



Algumas bandas de rock estão surgindo no cenário musical da Baixada Fluminense, mas nem todas têm uma chance de assinar contrato com uma grande gravadora. Marcelo Peregrino e Rodrigo Batata, assim resolveram juntos criar um selo e serem produtores musicais dessa grande massa. A primeira experiência como Produtores Musicais dessa dupla se consolidou graças ao convite que os mesmo fizeram a banda “Gente Estranha no Jardim”, uma banda que vem tirando o fôlego de seus fãs e levando a galera ao delírio. Essa experiência vai resultar no primeiro cujo lançamento está previsto para o final de outubro.

O produtor da banda, Marcelo Peregrino garante que o que não falta na banda é talento, " Quero ver esses caras tocando em tudo o que é lugar", afirma Peregrino. A banda tem um “Q”, o que deixam todos muito animados, já que o público está sempre correspondendo com o emocional, "Eles pedem músicas, cantam junto, estão em qualquer lugar que a banda esteja - Espaço do Rock, Cineclube Buraco do Getúlio e o Putz Grila - onde os músicos tem tocado bastante."

A ideia de gravar um CD da banda nasceu do sonho de trazer um conhecimento maior para as pessoas sobre essa banda talentosa e esse som tropicalista. A gravação começou agora no mês de Agosto e termina em meados de Outubro. Nesse momento a banda entra em "recesso" e não fecha nenhum show nesses meses. Peregrino acredita também que sua maior expectativa é que "friozinho" e "Roberto" sejam as músicas de estouro.

A expectativa dos estranhos em relação ao seu primeiro CD é que seja algo muito bom, pois a banda acredita no que faz. "Nós estamos saindo de um patamar de amadores para entrarmos em outra fase, isso tudo contando com o apoio do Peregrino e do Batata", afirma Jonathan Vieira - Baixista.

Devaneios, surpresas e saudades

domingo, 14 de agosto de 2011

por Vinicius Vieira


Nada como colo de vó. Aquele cheirinho de comidinha caseira, aquele ombro, aquele abraço e até mesmo aquele sermão. Ainda lembro de meus onze anos, morando com aquela velhinha doce e às vezes amarga que eu chamava de “Véia”. 

Lembro-me das inúmeras vezes que ela ligava de seu trabalho e dizia “tenho surpresas pra você” e eu enchia o saco da minha mãe dizendo pra ela contar o que era. Apesar de ter se tornado previsível que ela traria sempre um saquinho de pipoca e alguns bombons, a emoção de ver que a Véia se lembrou mais uma vez das “surpresinhas” pra mim, era enorme. Ela chegava e dizia: “Ó, trouxe pipoca e bombom, mas come escondido do seu pai porque ele vai brigar comigo”. Eu adorava aquele espírito aventureiro de ficar no quarto da vozinha e comer tudo antes do meu pai chegar do trabalho.

“Dona Lionir, a senhora tá estragando esse menino com todo esse mimo”, dizia sempre meu pai, depois de eu levar uma boa surra por ter quebrado alguma coisa dentro de casa e ia chorar no colo da Véia Lionir. Ela, tomando minha dor como sua, chorava junto comigo, dizendo que tudo aquilo era pra me educar e que não precisava chorar. “Mas vó, a senhora tá chorando também”, respondia. Ela ria e aquilo se tornava um momento de descontração.

A receita do guia

por Jéssica Oliveira


Para escrever não existe uma receita. Não é algo que se aprenda com um manual, obedecendo religiosamente às instruções da mesma maneira que se aprende a fazer um bolo enquanto a Ana Maria Braga cita os ingredientes e o modo de preparo. 

Entretanto, é possível dizer que escrever assemelha-se a arte de cozinhar. Não se nasce sabendo, mas a prática ajuda. Obviamente algumas pessoas possuem facilidade maior ao escolher, picar, temperar e criar deliciosos pratos, maravilhando aqueles que provarão do mesmo e oferecendo o inigualável prazer da culinária.

Particularmente, sou péssima na cozinha. Nunca consigo acertar todos os importantes passos e ter a devida atenção e sagacidade quando o assunto é fogão. Sou um desastre até mesmo no preparo de um simples e rápido macarrão instantâneo. Na cozinha, só entro para lavar a louça, ajudar minha mãe descascando legumes - com extremo cuidado para não me cortar - e, é claro, comer. No entanto, sei que poderia ser melhor se me esforçasse e dedicasse algumas horas do meu dia a esta prática, mas o que posso fazer se não me sinto nenhum pouco atraída pelas panelas? Pelo menos não da mesma forma que me sinto atraída por um lápis e uma página em branco.

Web Semântica na era 3.0

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

por Raize Souza e Samara Braga

Artigo


Você já se imaginou vivendo como os personagens da série “Os Jetsons”? Ou ainda como no longa-metragem “A.I- Inteligência Artificial” em que o Dr. Know, que representa a inteligência artificial, é questionado pelo humano sobre a existência de Deus e responde “Agora sim”. Ou, quem sabe, em uma biblioteca com um robô chamado Torem que filtra todos os livros e entrega somente a informação que você necessita?

Desde 1927 o homem produz longas metragens sobre a interação do homem com a máquina, mas já faz um tempo que a ficção das telonas está se transformando em realidade. A web 1.0, 2.0, 3.0. A cibercultura - cultura no meio virtual - no compasso da inteligência artificial é o que vem nos proporcionar essa interação.

Vamos começar a explicação com a web 1.0, considerada o começo da internet, que teve início na década de 90. Composta pelo navegador Mosaic, com poucos links, conteúdo estático, limitado e com poucos emissores de informação, afinal, só os especialistas em computação tinham a técnica necessária para publicar algo na rede.

Evoluindo no assunto e nas fases da rede está à web 2.0. Que começou em 2003 e inspira a elaboração de conteúdos mais dinâmicos e simples de serem manuseados, dispensando em muitos casos os especialistas e expandindo assim a possibilidade de diálogo, a ampliação dos níveis de interatividade e sites de caráter colaborativo, como por exemplo, a Wikipédia onde todo mundo pode produzir informação, há oito anos.

Raízes da Cidade do Amor

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

por Rodrigo Caetano


Nesse mês de agosto a Baixada Fluminense está recebendo o “Cinearte Sarau”. O evento é super interessante e simples. Como evento cultural itinerante ele leva local escolhido duas apresentações musicais - sendo uma regional - e encerra o dia com a exibição do filme “Lixo Extraordinário”, que conta as aventuras do artista plástico Vik Muniz com um grupo de catadores de lixo de Jardim Gramacho, em Caxias.
No dia 09 de agosto foi à vez de Belford Roxo receber as atrações do evento, que nessa edição contou com o grupo “Tambolelê” que veio de Belo Horizonte. A festa se iniciou com o grupo “Afoxé Raízes Africanas” de Belford Roxo. O grupo é comandado por Isabel de Oya, uma senhora de 61 anos de vida e luta pela cultura afro-brasileira. “Nós temos muito orgulho das nossas raízes e temos a obrigação de divulgar isso para os jovens de hoje”, conta Isabel antes da apresentação.
Como o Cinearte Sarau acontece pelas ruas e praças, na “cidade do amor” não seria diferente.  O evento marcado para começar as 16:30hs teve uns atrasos devido as condições climáticas, pois ventava muito e a estrutura do telão poderia cair, começando assim as 19hs. O telão era feito de um material inflável de aproximadamente 10 metros de altura, e ficou bem no meio da famosa rua da feira de Areia Branca.

 
 
 
 
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