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Jogando limpo

terça-feira, 5 de julho de 2011

por Abrahão Andrade




Você está começando a ler uma matéria feita por alguém que não tem time e, talvez por isso, fale com relativa imparcialidade sobre o assunto.

O futebol quando veio para o Brasil, logos nos primeiros anos, conseguiu driblar o preconceito. Ainda sendo um esporte das elites, emplacou-se categoricamente como propriedade do povão: todo mundo gosta, todo mundo entende. 

A rivalidade esportiva é consequência da febre que se tornou o jogo de bola, a paixão ensandecida em defender um time, derramando lágrimas, fazendo promessas, sacrificando-se das mais diferentes maneiras. Sim, isso tudo é válido e até saudável, mas como tudo tem um "porém" e todo o “porém” tem uma “vírgula”, a paixão é capaz de cegar. E mais que isso: criar situações que alimentamos sem perceber.

Isso ou aquilo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

por Abrahã Andrade

“As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”. De fato,Vinicius de Moraes foi muito feliz, ao dizer esta frase infeliz. Todo o preconceito que se preze fica muito bem guardado e só vem à tona em situações especiais. O bombardeio de informações vindas de todo o meio de comunicação de massa cria um fenômeno social e faz com que mais pessoas acreditem no que começam a ouvir desde a infância.

O resultado dessa “aculturação” é que mais mulheres deformem e forcem seus corpos a se encaixar no padrão estético vigente: quanto mais parecida com a fulana da revista, melhor. A mulher “não bonita” aparece no subgrupo, e quando está na mídia, aparece quase sempre de forma caricata e depreciativa. A beleza pode até estar nos olhos de quem vê, mas estes “olhos de quem vê”, são vendados ou simplesmente cegos. Não há homens que desejem mulheres não-belas simplesmente porque este direito lhes é tomado,socialmente. A mulher perfeita dá ao indivíduo mais status, sim, ele fica bem na fita.

 
 
 
 
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