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Celeiro da arte suave

terça-feira, 10 de agosto de 2010

por Vinícius Tomás

A equipe PH de jiu-jitsu é uma verdadeira fábrica de campeões, formando atletas de destaque em diferentes categorias do esporte, e levando o nome de Mesquita para a elite das artes marciais.

Liderada pelos primos Norberto Gonçalo e Alexandre Gonçalves, ambos nascidos e criados em Mesquita, a equipe conta com três núcleos de treinamento na cidade: um no bairro Cosmorama, onde fica a sede do grupo; um na Vila Emil e outro em Edson Passos. A PH está presente em outras cidades, com núcleos em Nova Iguaçu, Rio das Ostras, Cachoeiras de Macacu e na cidade do Rio de Janeiro.

Palácio de Cristal

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

por Vinícius Tomás

Durante a reunião com a LIQUAJUNI, eu perguntei para alguns quadrilheiros em qual grupo eles apostariam para vencer o campeonato de quadrilhas desse ano. Um deles, que pediu para não ter seu nome revelado, foi categórico: “Esse ano tem muitas quadrilhas boas, como a 100nome e a Xodozinho, mas quem vem forte mesmo é a Renovação Junina”. E eles iam dançar na festa do Arraial Chega Mais em Cabuçu, que, segundo o Presidente da LIQUAJUNI João Gomes, é “a arraial mais bonito do Rio de Janeiro”. Não pude resistir a uma equação que misturava quadrilha favorita com o arraial mais bonito.

Em Cabuçu antes de chegar na festa já se via a movimentação das pessoas e as luzes do Arraial. Quando cheguei, fui conversar com Antônio Magalhães o Presidente e fundador do Chega Mais, nascido em Portugal e morador de Cabuçu há 40 anos. E ele me contou a historia da festa. “Começou há 35 anos sempre aqui em Cabuçu. Houve uma pausa de 12 anos e nós resolvemos voltar no ano passado. A festa começou mesmo em um dia que eu fui brincar aqui no bairro, no quintal da minha casa. Botaram-me um chapéu de palha e um paletó e eu dancei até de tamanco. Então juntamos várias pessoas para fazer a festa.“

Berço das quadrilhas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

por Vinícius Tomás

Quem pensa que pra dançar em festa junina é só por um chapéu de palha ou um vestido de chita não conhece essas quadrilhas. Brilho, beleza, teatralidade, temas variados e coreografias ensaiadas, é isso que as quadrilhas juninas participantes do campeonato da Liga Independente das Quadrilhas Juninas de Nova Iguaçu (Liquajuni) oferecem para o público nos arraiás. Na quarta-feira 7 de julho, os líderes dos grupos de dança junina filiados e os organizadores de algumas festas caipiras reuniram-se para discutir as festas do mês de julho e o próprio campeonato.

Confesso ter chegado ao local da reunião, a sede do partido PSB em Nova Iguaçu, desconhecendo esse cenário cultural das festas juninas. Achei que seria um grupo falando sobre festa caipira apenas como lazer, uma brincadeira. Mas impressiona a organização do grupo. A LIQUAJUNI, que completou um ano de atividades no último dia 1° de Julho, data tambem conhecida como Dia do Quadrilheiro, é constituída como pessoa jurídica, tem presidente, conselho, tesoureiro e contador. São 16 grupos juninos de diferentes bairros e até de fora de Nova Iguaçu. Nova Iguaçu, aliás, tem uma grande concentração de grupos de quadrilha. Há em torno de 26 grupos organizados, muitos parados por falta de condições financeiras, principal reclamação dos quadrilheiros. ”Enquanto os grupos não puderem tirar um CNPJ e se legalizar para pedir ajuda financeira do governo, nós dependemos da Liga para entrar em editais e projetos estatais”, conta João Gomes, conhecido tambem como João do Xodozinho, presidente da LIQUAJUNI e coordenador de produção da quadrilha junina Xodozinho.

 
 
 
 
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