por Vinícius Tomás
Quem pensa que pra dançar em festa junina é só por um chapéu de palha ou um vestido de chita não conhece essas quadrilhas. Brilho, beleza, teatralidade, temas variados e coreografias ensaiadas, é isso que as quadrilhas juninas participantes do campeonato da Liga Independente das Quadrilhas Juninas de Nova Iguaçu (Liquajuni) oferecem para o público nos arraiás. Na quarta-feira 7 de julho, os líderes dos grupos de dança junina filiados e os organizadores de algumas festas caipiras reuniram-se para discutir as festas do mês de julho e o próprio campeonato.
Confesso ter chegado ao local da reunião, a sede do partido PSB em Nova Iguaçu, desconhecendo esse cenário cultural das festas juninas. Achei que seria um grupo falando sobre festa caipira apenas como lazer, uma brincadeira. Mas impressiona a organização do grupo. A LIQUAJUNI, que completou um ano de atividades no último dia 1° de Julho, data tambem conhecida como Dia do Quadrilheiro, é constituída como pessoa jurídica, tem presidente, conselho, tesoureiro e contador. São 16 grupos juninos de diferentes bairros e até de fora de Nova Iguaçu. Nova Iguaçu, aliás, tem uma grande concentração de grupos de quadrilha. Há em torno de 26 grupos organizados, muitos parados por falta de condições financeiras, principal reclamação dos quadrilheiros. ”Enquanto os grupos não puderem tirar um CNPJ e se legalizar para pedir ajuda financeira do governo, nós dependemos da Liga para entrar em editais e projetos estatais”, conta João Gomes, conhecido tambem como João do Xodozinho, presidente da LIQUAJUNI e coordenador de produção da quadrilha junina Xodozinho.