Paraísos escondidos

segunda-feira, 29 de março de 2010

por Lívia Pereira

Dia de folga, céu azul e pouco dinheiro no bolso. Como se divertir com esses três itens disponíveis? As respostas nos foram dadas por quatro moradores de nossa cidade. Pessoas que encontram lazer a poucos passos de casa e que interpretam “diversão” de maneiras bastante diferente.

A nostalgia de Marina

por Fernando Fonseca

“Sou mediadora no processo de experimentação do mundo das crianças com o audiovisual”, afirma Marina Rosa, estudante de Engenharia de produção e funcionária da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. Um nome até bonito pra uma profissão, mas o que faria uma mediadora no processo de experimentação do mundo das crianças com o audiovisual?

À primeira vista, é possível associarmos este nome com alguma profissão com relação direta com o mundo infantil no audiovisual, tais como produção de animação ou quem sabe documentários sobre o cotidiano de crianças. E, assim como todas as coisas que surgem na Escola Livre de Cinema fogem da simplicidade e mesmice, claro que um nome exuberante como esse não seria uma exceção. Em explicação sobre seu fabuloso universo de trabalho, Marina diz: “Todo ano temos um tema pra trabalhar com as crianças a partir do território em que vivem. Este ano estamos trabalhando o autorretrato com as crianças.”

O diferencial da José Reis

por Carine Caitano

São só 15 alunos, mas o barulho que eles fazem nos leva a crer que centenas de pessoas estão na sala. Mas nem toda essa barulheira desmotiva a estudante de Educação Física Clara dos Santos, de 26 anos. Ministrando aulas na Escola Municipal José Reis desde novembro de 2009, a profesora caracteriza o barulho como positivo: "É mais empolgação que bagunça. O esporte disciplina o aluno".

A experiência de Clara em lecionar para crianças e jovens é grande. Há 3 anos participa do projeto social Capoeira nas Praças em Nilópolis, onde mora. Lá, a faixa etária é de 12 anos. Já com os menores convive há quase 2 anos, na creche em que trabalha. Clara faz parte do Pontinho Dom Bosco, com sede em Cabuçu.

Supermercado de estilos

sábado, 27 de março de 2010

por Robert Tavares 

Esse é o tempo de maior democracia fashion que o mundo da moda já viveu. Com o passar do tempo, a liberdade individual cresceu e hoje em dia todo mundo pode se expressar da forma que achar melhor, e a autoestima é prioridade. Como vimos aqui vale tudo! 
  

A dona do Sollyorks

por Josy Antunes

Sou magra e uso óculos, que nem sempre combinam com minhas roupas. Adoro que me chamem de Déh, é um apelido vindo da minha família desde que eu me conheço por gente”. Com este pequeno trecho contido em uma auto definição, é possível garantir que toda a equipe de jovens repórteres do Cultura NI reconheça de quem se trata. Quanto aos leitores, é difícil afirmar quem a conheça por esse apelido. O fato é que, provavelmente, ambos desconheçam a história que Jéssica de Oliveira – a Déh, ou ainda “Marrentinha” - carrega consigo, junto ao projeto que hoje mobiliza cerca de 20 jovens.

Em 2008, num dos comuns dias de aula do Colégio Estadual Califórnia, Jéssica recebeu um convite despretensioso dos amigos Breno Marques e Marcos Paulo: participar de um tal “Minha rua tem história”. Movida pelo interesse pela escrita, ela prontamente aceitou e compareceu à sua primeira reunião, na quadra da Vila Olímpica de Nova Iguaçu. “Quando eu cheguei lá tinha muita gente, mais de trezentas pessoas”, lembra ela, quase reproduzindo a expressão de surpresa que fez no momento. Dentro deste número, estavam, majoritariamente, participantes do ProJovem e alguns “jovens repórteres”, que registrariam tudo o que ali acontecesse.

 
 
 
 
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